Dirceu justifica incentivos a áreas da economia

Ainda no programa "Bom Dia, Brasil" de hoje, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi questionado sobre a política econômica do governo, que apertou o cinto mas, mais recentemente, adotou medidas para afrouxar a economia, como baixar juros, dar incentivos a certos setores - automobilístico, de eletrodomésticos etc. Quando lhe foi colocado se não haveria o risco de um crescimento desequilibrado com essa política de incentivar apenas alguns setores, Dirceu disse que não, observando que se trata de duas questões diferentes. "Uma coisa é apoiar, em determinados momentos de recessão ou de queda do comércio, alguns setores que entram em crise, como aconteceu com o setor de eletrodomésticos, linha branca e automobilística", afirmou. "Outra coisa é o desenvolvimento sustentável. Para isso, o governo não só está reduzindo os juros como está reorganizando o financiamento do País através do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES e, principalmente, redefindo o marco regulatório para atrair investimentos na infra-estrutura, e redefinindo, também, a política industrial do País, os setores de papel de celulose, petroquímica, siderurgia, semicondutores, fármacos. Ou seja, nós estamos reorganizando a política institucional do País e criando as condições", disse ele. "Porque manter a inflação baixa, reduzir o risco Brasil, garantir o saldo da balança comercial, reduzir juros, garantir financiamento, significa um crescimento sustentável".Reforma tributária ajudará a gerar empregos, diz DirceuPaís terá Sistema Brasileiro de Biossegurança, diz Dirceu

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