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Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Direção de Itaipu consegue liminar para transferir 130 funcionários de Curitiba para Foz do Iguaçu

O fechamento da representação em Curitiba contrariou políticos e aliados de antigos governos, que faziam do escritório da empresa um feudo de suas nomeações

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2019 | 00h11

BRASÍLIA - Apesar da tentativa de parte dos empregados de Itaipu de suspender a transferência do pessoal da hidrelétrica binacional de Curitiba, para a sede da empresa, em Foz do Iguaçu, o governo conseguiu derrubar na Justiça a liminar concedida e concluirá até o final do ano o fechamento no escritório na capital paranaense. 

Nesta quarta-feira, o desembargador do trabalho Ney Fernando Olivé Malhadas, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, atendeu ao pedido da direção da empresa e derrubou a decisão da juíza do Trabalho Christiane Bimbatti, da 4ª Vara do Trabalho de Curitiba que havia suspenso, de forma cautelar, a mudança dos empregados para Foz do Iguaçu e o retorno dos que já haviam sido transferidos.

O fechamento da representação em Curitiba contrariou políticos e aliados de antigos governos, que faziam do escritório da empresa um feudo de suas nomeações. Desde que assumiu o cargo, no início do ano, o presidente da Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, como parte de um projeto de enxugamento de gastos da empresa, determinou o fechamento daquela representação, o que gerou pressão e ações na Justiça. 

Dos 150 servidores do escritório, cerca de 20 se aposentaram e cerca de 65 já haviam ido para Foz do Iguaçu, seguindo cronograma estabelecido. Restavam 64, que terão de se transferir definitivamente para a sede da empresa, até 31 de dezembro.

Uma das pessoas que acabaram desistindo de permanecer na empresa, por causa do fim do escritório em Curitiba, foi a namorada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosângela da Silva, conhecida pelo apelido “Janja”. Conforme o Estado antecipou, em 12 de novembro, Rosângela negociou sua saída da empresa, onde exercia a função de socióloga desde janeiro de 2005, emprego que conseguiu por interferência da cúpula petista. Por ter férias para tirar, ela só será desligada no início de janeiro. Janja ganha cerca de R$ 20 mil. Ela acertou sua saída, feita de comum acordo com a direção da empresa, quatro dias depois de o ex-presidente Lula ser solto.

A decisão cassada da juíza foi baseada em ação proposta pelo Sindicato dos Empregados em Concessionárias dos Serviços de Geração, Transmissão e Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica de Curitiba (Sindenel), que pedia a suspensão de Itaipu de unificar, em Foz do Iguaçu, o centro de comando da usina com todos os empregados trabalhando no mesmo município, onde fica localizada a hidrelétrica no Brasil. 

O desembargador, por sua vez, disse, em sua decisão, que “a reestruturação da empresa, com a redução de custos e despesas, visou o cumprimento de diretrizes fixadas pelo Governo Federal, considerada sua natureza binacional e o patrimônio público”. Salientou ainda que não cabe “interferência do Poder Judiciário no poder diretivo do empregador, pois cabe a este a condução de seus negócios, ampliando, reduzindo ou mesmo extinguindo algumas de suas unidades”.

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