Werther Santana/ Estadão - 15/10/2013
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Diretor da CNI Carlos Abijaodi morre em decorrência da covid-19

Abijaodi tinha 75 anos e estava internado desde o dia 13 de março; ele era tido como um dos maiores especialistas do país em política industrial e comércio exterior

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2021 | 16h49
Atualizado 19 de abril de 2021 | 18h57

BRASÍLIA - Morreu nesta segunda-feira, 19, em decorrência da covid-19, o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

Abijaodi tinha 75 anos e estava internado desde o dia 13 de março no hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, sua cidade Natal. Deixa a esposa Zuleide, os filhos, Gustavo e Juliana, e os netos Bernardo, Matheus e Sophia.

Diretor da CNI há mais de dez anos, era tido como um dos maiores especialistas do país em política industrial e comércio exterior. “Além do amigo, perdemos também um profissional de visão e com espírito inovador, cuja trajetória foi marcada pela defesa incansável de políticas públicas pela inserção internacional da indústria brasileira”, declarou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Roberto Fendt, lamentou a morte de Abijaodi. “Tinha em Carlos Eduardo um interlocutor frequente para tratar de assuntos relacionados a comércio exterior, negociações internacionais e investimentos, áreas em que ele deixa como legado um trabalho de muito profissionalismo e competência, com resultados positivos para a indústria brasileira”, afirmou.

O Ministério da Economia também lamentou a notícia e ressaltou o legado deixado por Abijaodi, “com resultados positivos para a indústria brasileira nas áreas de comércio exterior, negociações internacionais, internacionalização de empresas e política industrial”. “O Ministério se solidariza com a família e com os companheiros de trabalho da CNI, expressando sentimentos de amizade e de gratidão pelas contribuições de Abiajodi ao avanço social e econômico do país”, completa o texto.

O ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e atual deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP) também lembrou a relação “amistosa e produtiva” com o diretor.

O ex-secretário de Comércio Exterior e atual vice-presidente da Câmara Americana de Comércio, Abrão Neto, disse que o comércio exterior brasileiro está de luto. “Abijaodi era um mineiro por excelência. Conciliador, atencioso, respeitoso e cercado de amigos. Uma figura querida e que contribuiu muito para a agenda internacional do Brasil”, declarou.

O ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral declarou que o Brasil perde um líder empresarial importante, que sempre foi um "alicerce importante para a indústria brasileira". "Perdemos também um amigo querido, uma figura com a fineza desatinada das Minas Gerais", afirmou.

Trajetória

Em nota, a CNI destacou a atuação de Abijaodi em temas como abertura comercial e livre comércio dentro da indústria e sua presença ativa nos debates do acordo Mercosul-União Europeia, no acordo de Facilitação de Comércio da OMC e na criação do Portal Único do Comércio Exterior. Além disso, foi o responsável pela elaboração de propostas que acabaram se tornando políticas de governo, como o projeto “Indústria + Produtiva”  e a proposta de criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0, base do programa “Brasil Mais Produtivo”.

“Sua vasta experiência nos temas de interesse do setor privado e sua admirável habilidade para negociação farão muita falta não apenas ao Sistema Indústria, mas também ao país”, acrescenta o presidente da CNI, Robson Andrade.

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