Diretor da Fitch elogia política econômica do Brasil

O diretor para dívida soberana da América Latina da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Roger Scher, elogiou a política econômica do governo, mas observou que o País ainda está "bem distante de um grau de investimento". Na semana passada, a agência elevou o rating soberano (classificação) do Brasil de "B" para "B+", refletindo a melhoria do desempenho da economia, bem como do cenário político e macroeconômico. Scher lembrou que a classificação do Brasil está quatro notas abaixo do ´grau de investimento´. "O próximo passo, se houver melhora, seria o rating BB e, para isso, é necessária uma maior certeza de que a dinâmica das dívidas pública e externa são sustentáveis no médio prazo. Para isso será um fator crítico que o crescimento do PIB e das exportações sejam consistentes ao longo do tempo." Para fortalecer um crescimento mais forte no PIB e exportações, Scher avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará em 2004 "redobrar os seus esforços no campo das reformas". Além disso, é necessário melhorar o ambiente regulatório no país. Como exemplo, ele citou as incertezas que cercam o setor elétrico. O executivo salientou que a estratégia do governo de melhorar o perfil da dívida pública tem sido positiva. "É preciso continuar a reduzir a dívida ligada ao dólar e também a dívida vinculada aos juros flutuantes", disse.

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