finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Diretor da Petrobras descarta mais duas refinarias até 2010

O diretor de abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, descartou a necessidade de haver mais duas refinarias no país até 2010. Segundo ele, os investimentos que a estatal está fazendo em suas próprias unidades já vai elevar a capacidade de refino em 215 mil barris por dia até 2010, o que corresponde a capacidade de uma unidade de refino de médio porte. No total, a estatal prevê investimentos de US$ 5,5 bilhões entre 2003 e 2007. Pelo menos 38% deste total será investido para aumentar a capacidade de conversão de óleo combustível em óleo diesel nas unidades, o que deve reduzir a quantidade importada de diesel para 150 mil barris por dia em 2007. Segundo Manso, a estatal também está destinando no plano estratégico 5% do total de seus investimentos para a capacidade adicional de refino."Pelas nossas projeções acreditamos que com um crescimento no consumo da ordem de 2,7% anuais, que corresponderiam ao crescimento esperado de 3% no PIB, teremos espaço para uma nova unidade de refino funcionando a partir de 2008". Segundo ele, a Petrobras dá apoio a novos investimentos nesta área, garantindo o fornecimento de petróleo, preços competitivos, participação no investimento e até a compra de parte da produção. ConsumoManso disse estar confiante numa recuperação do consumo de combustíveis no segundo semestre, a qual acompanharia uma retomada da atividade econômica. Nos seis primeiros meses do ano o consumo de gasolina havia caído 3,4% em comparação com o mesmo período no ano passado. Segundo Manso, o resultado do primeiro semestre foi influenciado pela retração econômica e por um aumento no volume de álcool anidro adicionado à sua fórmula. Além disso, de acordo com ele, houve a disseminação do GNV. O consumo de diesel, lembra ele, apesar de ter registrado crescimento de apenas 1,5% (quase a metade) no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período anterior, não registrou queda como a gasolina. "Isso demonstra o peso dos combustíveis alternativos na concorrência direta com os já usuais", comentou.

Agencia Estado,

23 de setembro de 2003 | 14h29

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.