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Não há decisão sobre redução do preço do combustível, diz Parente

Petrobrás vai definir uma política que permita a flutuação de preços de acordo com a paridade internacional do petróleo, mas ainda não há data para isso

Antonio Pita, Mariana Durão e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2016 | 11h32
Atualizado 21 Setembro 2016 | 15h45

O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, descartou ter uma decisão tomada sobre reajuste de preços de combustíveis. Segundo ele, a estatal vai definir uma política que permita a flutuação de preços de acordo com a paridade internacional da cotação de petróleo. O modelo para a formação de preços, entretanto, ainda não foi definido e não há prazo previsto. Segundo Parente, a política será "competitiva baseada na paridade internacional", o que indica que os preços poderiam "tanto subir quanto cair".

A independência em definir seus preços, sem ingerência política, foi tratada na terça-feira pela diretoria em coletiva de imprensa para apresentar o plano de negócios para os próximos cinco anos.

Mais cedo, o diretor de Refino e Gás Natural da estatal, Jorge Celestino, também havia negado a possibilidade de alterar os preços dos combustíveis no mercado interno. Ele reiterou a posição que vem sendo divulgada pela empresa de que as análises de preços ocorrem semanalmente em reuniões de diretoria e que, nesta semana, o consenso foi pela manutenção.

"Quando a gente fala em uma política competitiva baseada na paridade internacional isso significa que os preços tanto podem subir quanto podem cair. Não há decisão tomada, estamos definindo exatamente qual será a nossa política, mas é importante registrar que essa política tem sim como base a paridade internacional", enfatizou o executivo.

Parente destacou que toda empresa tem sua "margem" e que o mercado de óleo e gás enfrenta muita volatilidade. O presidente ainda ressaltou que a diretriz da nova política de preços não funciona "só numa direção".

"A ação da empresa quando essa política estiver aprovada tanto pode definir reduções quanto aumentos. Essa é a informação relevante: que não é só numa direção que isso tem que funcionar", completou o presidente.

O presidente da Petrobrás disse que terá que levar em conta na decisão sobre uma eventual redução de preços uma combinação de fatores. Além da receita da Petrobrás, entram no cálculo as margens e o market share (participação de mercado). "A combinação desses fatores é que instrumentaliza o processo de decisão que quando estiver maduro vai ser informado", disse.

Apesar de sinalizar que a companhia estuda uma nova política, ele frisou que não há prazo definido para apresentar essa política de preços.

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