Diretor diz que ANP é vítima de perseguição

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Sebastião do Rego Barros, afirmou nesta segunda-feira que a agência está sendo vítima de perseguição, por causa das denúncias de corrupção na área de fiscalização de combustíveis, publicadas no domingo pelo Estado. Rego Barros disse que há "interesses contrariados" que teriam o objetivo de difamar o órgão regulador. Sem citar nomes, ele fez claras referências ao deputado Luciano Zica (PT-SP) ao suspeitar de "um deputado que foi citado" na reportagem. Segundo o diretor-geral da ANP, as gravações que apontam suspeitas de corrupção de funcionários têm sido apresentadas com frequência à imprensa, em uma clara tentativa de desestabilizar o trabalho da ANP. Rego Barros acusou também "empresas que têm sido multadas" ou que gostariam de impor seus interesses de "armar" as reportagens contrárias à sua equipe. "O posto do filho do deputado já foi multado", revelou, sem entrar em detalhes. Ele disse ainda que setores do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), entidade que reúne as maiores empresas do setor, também podem estar envolvidas.A reportagem publicada pelo Estado divulga gravações em que Paulo Bandeira, marido de uma funcionária da ANP, Cláudia Maia Bandeira, negocia com o proprietário da distribuidora de combustíveis Granel, Dirceu Antônio de Oliveira Júnior. Na conversa, Bandeira garante que pode "segurar" uma fiscalização contra a Granel.

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