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Diretor do BB avalia que dados sobre crédito já refletem medidas de restrição

Para Walter Júnior, impacto de medidas, bem como das demais ações do governo, é gradativo 

Fabio Graner, da Agência Estado,

27 de abril de 2011 | 18h28

O diretor de crédito do Banco do Brasil, Walter Malieni Junior, avaliou nesta quarta-feira, 27, em entrevista à Agência Estado, que os dados sobre a evolução do crédito para pessoa física em março claramente refletem o pacote de medidas de restrição aos financiamentos adotado pelo governo no final do ano passado. Ele afirmou que o impacto dessas medidas sobre o crédito, bem como das demais ações do governo, é gradativo. Mas, para o executivo, já é possível observar, a partir da comparação com os números do início de 2010, que o ritmo dos financiamentos para as famílias está em trajetória de desaceleração, movimento que deve continuar no médio prazo.

Malieni lembrou que, em março de 2010, o estoque de crédito livre para pessoa física cresceu 2,5% sobre fevereiro daquele ano, enquanto no mês passado houve aumento de 1,3% sobre fevereiro de 2011. No dado trimestral, a alta, que neste ano foi de 6,1% no estoque, no primeiro trimestre de 2010 tinha sido de 6,5%, também indicando desaceleração, embora mais moderada.

Para ele, com as medidas macroprudenciais, a alta de juros e a tendência de aumento da inadimplência, é natural que a desaceleração do crédito para as famílias continue ocorrendo nos próximos meses, refletindo maior seletividade dos bancos e menor disposição das pessoas para tomar um crédito mais caro. Como os financiamentos para pessoa física representam cerca de metade do crédito livre, Malieni avalia que isso se refletirá no nível de atividade econômica.

O diretor do BB, por outro lado, vê um ritmo mais forte do crédito para pessoa jurídica. Ele lembra que, no primeiro trimestre deste ano, o estoque de financiamento para empresas subiu 2,8%, o dobro do 1,4% de alta verificado no primeiro trimestre de 2010. Segundo Malieni, a tendência deste ano é de um maior dinamismo do crédito livre para as empresas, como efeito indireto do estímulo promovido pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que fornece crédito do BNDES a juro subsidiado para os investimentos privados. Embora o PSI seja feito com recursos direcionados, o processo de investimentos gera demanda por outros créditos, como para capital de giro das empresas, que faz parte do crédito livre.

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