Diretor do BC chinês prevê aceleração de mudanças na política monetária

Opinião, porém, não reflete necessariamente em alterações, uma vez que medidas são decididas pelo Conselho de Estado

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de abril de 2010 | 10h03

As pressões inflacionárias na China são uma preocupação e a frequência das mudanças na política podem se acelerar neste ano, escreveu Sun Gongsheng, diretor da filial do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês) em Nanjing, em um artigo publicado no jornal Financial News.

 

Opiniões como a de Sun não significam necessariamente um sinal de mudanças na política monetária do PBOC. As mudanças são decididas pelo Conselho de Estado, o gabinete, e são implementadas pelo banco central. No entanto, a visão de Sun está em linha com comentários feitos anteriormente pelo próprio PBOC sobre inflação e reforça a expectativa de mais aperto na política monetária chinesa.

 

Embora Sun não tenha discutido a política atual da China, a ameaça de inflação importada pode se somar a argumentos pela retomada da apreciação do yuan. Uma moeda mais forte pode ajudar a tornar as importações menos caras, ao mesmo tempo que esfria a economia ao reduzir as exportações.

 

Sun observou que fatores globais que colaboram para a alta dos preços são maiores do que aqueles que os pressionam. A autoridade pediu que as filiais do PBOC administrem as expectativas com relação à inflação e evitem riscos econômicos, e disse que as autoridades do banco central devem prestar atenção para evitar mudanças nos preços. As informações são da Dow Jones.

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