Diretor do BC critica ameaça de ex-presidente do Nacional

A notícia de que o controlador e ex-presidente do Banco Nacional Marcos Catão de Magalhães Pinto pretende acionar a União causou indignação ao diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas."As pessoas quebram um banco, falsificam a contabilidade, enganam o governo e o público em geral, dão prejuízo ao povo e depois disso tudo se julgam donas de uma série de direitos como se fossem injustiçadas. É um País curioso este meu País", disse Freitas, que, no entanto, reconheceu que a Constituição garante o direito da família do banqueiro de recorrer à Justiça.Magalhães Pinto pretende acionar a União para forçar o governo a reconhecer pelo valor de face créditos que o Nacional tem com o Fundo de Compensação sobre Variações Salariais (FCVS) e a indenizar os controladores do Nacional pela venda da parte boa da instituição ao Unibanco, feita pelo BC, pelo ágio de R$ 300 milhões, considerado baixo pelos controladores do Nacional.Com o FCVS em poder do Nacional contado pelo valor de face, de R$ 14,889 bilhões em vez dos R$ 5, 274 bilhões em que estão avaliados pelo BC agora, o Nacional, em liquidação extrajudicial, estaria superavitário. A família pensa em propor antecipar o fim da liquidação por um acordo pelo qual os controladores do Nacional abririam mão de um eventual superávit ao fim do processo e o BC de uma possível dívida.Já o presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, afirmou nesta terça-feira que o STF não julgará o mérito do habeas-corpus que concedeu por liminar aos ex-dirigentes do Nacional até que o Tribunal Regional Federal do Rio e o Superior Tribunal de Justiça tenham julgado o mérito do pedido impetrado anteriormente.Mello disse não acreditar que os ex-dirigentes do Nacional tentarão fugir. "São pessoas responsáveis que estarão no Brasil como estiveram até aqui, respondendo aos processos."

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