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Diretor do BC deixa cargo para assumir cadeira no BIS

Em mudança vista como oportunidade para o Brasil, Luiz Awazu deixará seu posto em setembro para ser o número 2 no comando da instituição, que reúne 55 bancos centrais de todo o mundo

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 16h55

BRASÍLIA - O Banco Central informou nesta terça-feira, 10, que o atual diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais da instituição, Luiz Awazu Pereira da Silva, será o vice-gerente geral (Deputy General Manager) do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). O cargo equivale à vice-presidência e é o segundo posto mais forte da instituição sediada em Basileia, na Suíça. O anúncio foi feito simultaneamente pelo BIS e pelo BC brasileiro. Ele substituirá Hervé Hannoun, que deixa o BIS para se aposentar. 

Awazu assume a nova função a partir de 1º de outubro, com mandato para o período de 2015 a 2020. Até lá, permanece na diretoria do BC. Ele se tornou diretor da autoridade monetária em abril de 2010. Há apenas um mês, foi nomeado diretor de Política Econômica no lugar de Carlos Hamilton de Araújo, que pediu exoneração.

Conforme apurou o Broadcast, da Agência Estado, o substituto de Awazu será anunciado no terceiro trimestre deste ano. Awazu acumula as duas diretorias no BC atualmente, porque a casa espera a sabatina dos diretores indicados pelo presidente Alexandre Tombini. Para o cargo de Assuntos Internacionais, o presidente do BC indicou Tony Volpon, experiente analista do setor privado. A sabatina ainda não tem data para ocorrer.

Conforme a nota do BC, o BIS tem entre suas atribuições promover discussões e facilitar a colaboração entre os bancos centrais, dar suporte ao diálogo com outras autoridades responsáveis pela promoção da estabilidade financeira, conduzir pesquisas sobre estabilidade monetária e financeira, entre outros assuntos de interesse dos bancos centrais, além de ser a primeira contraparte para os bancos centrais em suas transações financeiras. O presidente do BC, Alexandre Tombini, também faz parte dos quadros do BIS. 

Oportunidade. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comemorou a nomeação de Awazu: "A relevância do cargo para a comunidade de bancos centrais e o ineditismo de ser o Luiz o primeiro representante de país emergente a assumir posto dessa envergadura nos enche de orgulho e proporciona ao país oportunidade ímpar de aprofundar com qualidade sua inserção na arquitetura financeira internacional", disse Tombini por meio da assessoria de imprensa do BC, enfatizando a satisfação do BC com a indicação.

Desde 2010 Awazu integrava a diretoria do BC. Antes disso, ele também atuou no Banco Mundial, e como chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento e secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.

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