Diretor do BC diz que inflação ficará dentro da meta

Em seminário, Tombini defende as metas de inflação, pois contribuem para manter o custo de vida baixo no País

FABIO GRANER, Agencia Estado

12 de junho de 2008 | 11h39

O diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira, 12, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que apesar dos últimos choques de preços, as perspectivas são de que a inflação do Brasil ficará dentro das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A afirmação foi feita no seminário sobre implementação da política monetária, no qual Tombini fez uma defesa do regime de metas de inflação, destacando que ele tem contribuído para manter o custo de vida baixo no Brasil com menor sobrecarga nos juros em relação a outros regimes.  Veja também:Alta dos juros deve continuar, indica BCEntenda a crise dos alimentos   Entenda os principais índices de inflação Como era esperado, taxa Selic sobe para 12,25% ao anoConfira a evolução da Selic desde o início do governo Lula "As perspectivas futuras, segundo consenso do mercado, são de uma inflação sob controle e consistente com as metas, a despeito dos choques recentes", disse Tombini. O diretor do BC destacou em sua apresentação que a história recente do Brasil e também a experiência internacional mostram que inflação baixa não é incompatível com taxas mais elevadas de crescimento.  Ele ressaltou ainda que a inflação sob controle, ao garantir previsibilidade para tomar as decisões econômicas, é precondição para o crescimento sustentável e, além disso, é fundamental para melhorar a distribuição de renda da população. "A inflação é de fato importante para melhorar distribuição de renda", disse Tombini.Tombini explicou que para a condução consistente da política monetária no regime de metas é importante a autonomia operacional do BC. Acrescentou ainda que o regime tem natureza prospectiva já que a política monetária atua de forma defasada. Dessa forma, o BC tenta prevenir "a efetivação de pressões inflacionárias".  O diretor afirmou que o regime de metas é mais transparente, tende a ser melhor entendido pela sociedade e atua como âncora para as expectativas de inflação, minimizando os mecanismos de indexação da economia. O centro da meta de inflação para 2008 e para 2009, definido pelo CMN, é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo.

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