Diretor do BC diz que meta de inflação não será alterada

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Afonso Bevilaqua, afirmou hoje que não vê razão para que a meta de inflação de 5,1%, perseguida pelo BC neste ano, seja alterada. Ele explicou que o fato de as projeções para a inflação em 2005 terem aumentado, em relação ao relatório anterior do BC, não pode ser entendido como uma afirmação de que a meta de 5,1% não será cumprida.Bevilaqua lembrou que o relatório de inflação de março de 2003 projetava inflação para o ano de 10,8% e o resultado efetivo foi de apenas 9,3%. "Ainda há muita água para rolar debaixo dessa ponte", disse Bevilaqua.O diretor também explicou que o aumento da projeção de inflação para 2005 foi motivado principalmente pelo fato de a inflação do primeiro trimestre do ano ter ficado acima do esperado - era de 1,55% e subiu para em 1,78%. Este aumento na inflação do primeiro trimestre foi causado sobretudo pelo reajuste acima do esperado nas tarifas de ônibus urbanos em São Paulo.Ele ressaltou que as informações obtidas por um acompanhamento das projeções de inflação feitas pelo BC e pelos analistas de mercado participantes da pesquisa Focus demonstraram que o grau de erro do BC é menor do que o do mercado. O fato é que houve disparidade entre a projeção do BC de inflação de 5,5% para 2005, contida no relatório de inflação divulgado hoje, e os 5,83% projetados pelo mercado na última pesquisa Focus.Efeitos da alta dos juros Bevilaqua destacou também que os efeitos da alta da Selic, a taxa básica de juros da economia, iniciada em setembro do ano passado, ainda não apareceram nas projeções de curto prazo. Ele ressaltou, no entanto, que este impacto já pode ser observado nas projeções contidas no relatório de inflação a partir do segundo trimestre de 2006. "Isso é compatível com o período de defasagem da política monetária", disse.

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