Dida Sampaio/Estadão
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Diretor do BC diz que Pix vai reduzir papel moeda em circulação no País

Novo sistema de pagamentos instantâneos começa a funcionar no dia 16 e terá operações feitas principalmente pelo celular; em setembro o governo lançou a cédula de R$ 200

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 10h50

BRASÍLIA - O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, disse nesta quarta-feira, 11, que o Pix - sistema de pagamento instantâneo do BC - será mais um instrumento para reduzir o volume de papel moeda em circulação no País. O uso de dinheiro em espécie, segundo ele, tem alto custo para a instituição e para os bancos. 

“O papel moeda é caro para autoridade monetária e para sistema financeiro. Transportar papel moeda em um país continental é caríssimo, estimamos um gasto de cerca de R$ 10 bilhões por ano com empresas de transporte de valores, sem contabilizar outros custos de segurança pública”, afirmou, em participação no evento C4 Virtual Experience, organizado pela Blueprintt. 

Mello lembrou que o BC precisou lançar uma nova cédula de R$ 200 no começo de setembro para suprir a demanda por papel moeda durante a pandemia, especialmente devido ao pagamento do auxílio emergencial pelo governo a desempregados, trabalhadores informais e beneficiários de programas sociais. No fim de outubro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia admitido que a nota deve ter uma "carreira curta".

“O BC não vai se furtar a ofertar moeda quando houver demanda social, como ocorreu durante a pandemia (no caso das nota de R$ 200). Mas a ideia no médio e longo prazo é processo contínuo de digitalização e substituição de papel moeda. O PIX é mais um instrumento nessa direção”, completou. 

Serão impressas neste ano 450 milhões de unidades da nota de R$ 200. De acordo com o BC, o custo de produção da nova nota é de R$ 325 por mil cédulas. Para comparação, a cédula de R$ 100 custa R$ 280 a cada mil notas produzidas. 

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