Michael Probst/Associated Press
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Diretor do BCE diz que estímulo era necessário

No início deste mês, banco central prometeu novos estímulos, em caráter indefinido, para tentar reavivar a economia

Reuters, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2019 | 04h00

MILÃO -- O formulador de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), Ignazio Visco, disse neste final de semana que recentes medidas expansionistas do banco eram necessárias para combater o risco de um retorno à deflação na zona do euro.

No início deste mês, o BCE prometeu novos estímulos, em caráter indefinido, para tentar reavivar a economia da zona do euro, em crise. Essa decisão, no entanto, teve a oposição de um terço dos membros responsáveis pela definição da política monetária do bloco.

“Devemos combater o risco significativo de que a desaceleração econômica e o baixo nível de inflação se traduzam em uma redução permanente nas expectativas de inflação ou no ressurgimento da ameaça de deflação”, disse Visco durante uma conferência.

Visco, presidente do banco central italiano, acrescentou que a experiência adquirida durante a crise financeira global e a crise da dívida soberana ensinou que “nessas circunstâncias, a prudência excessiva é contraproducente”.

Mas o movimento do BCE gerou críticas de vários países da zona do euro, incluindo os chefes dos bancos centrais da Alemanha, França e Holanda, que expressaram dúvidas sobre a necessidade e a eficácia de um pacote que poderia consumir a maior parte do poder de fogo restante do banco. 

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