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Diretor do BNDES defende investimento em tecnologia

O baixo investimento em tecnologia e a preferência por empreendimentos intensivos no uso de recursos naturais têm contribuído para o menor ritmo de desenvolvimento dos países da América Latina quando comparados com outras nações em desenvolvimento, especialmente os países asiáticos. A tese é do diretor de pesquisa e desenvolvimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, na publicação "Visões do Desenvolvimento", divulgada hoje. O autor compara a evolução desse indicador de 1961 a 2004 e observa que a renda per capita exigiu 46 anos para dobrar na América Latina, enquanto nos países ricos o prazo ficou em 27 anos e, no sudeste da Ásia, em apenas 14 anos.Ferraz defende que os investimentos em tecnologia constituam os principais vetores para o aumento da renda per capita, citando os trabalhos nesse sentido do economista norte-americano Joseph Schumpeter e trabalhos desenvolvidos pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal). E isso, na sua avaliação, exigiria uma posição ativa por parte do poder público, em busca de estratégias que incentivem os investimentos em tecnologia. O executivo acrescenta, inclusive, que o BNDES tem essa preocupação e tenta sinalizar aos agentes privados essa preocupação.O diretor do BNDES observa que essa estratégia tem sido dificultada pela boa lucratividade dos setores intensivos em recursos minerais nos últimos anos, devido à forte valorização dos produtos básicos (commodities). Os setores intensivos em tecnologia, por exemplo, registraram retorno sobre ativos muito abaixo dos contabilizados pelos setores de mineração, consumo de massa ou mesmo pelo comércio. Ele cita estudos da Cepal mostrando que no período de 2001 a 2005 o retorno sobre os ativos no setor de mineração ficou próximo a 12% ao ano, de quase 8% em produtos de consumo de massa e em torno de 5% no comércio. Já os setores intensivos em tecnologia registraram retornos de apenas 2% sobre os seus ativos.Para o diretor do banco estatal de fomento,isso seria conjuntural. No longo prazo, os investimentos em tecnologia seriam os fatores primordiais para o desenvolvimento. E ele defende que "deve-se promover a expansão do investimento físico, porém incorporando as tecnologias mais avançadas, principalmente aquelas associadas à eficiência energética e ambiental. Em paralelo, é necessário que as empresas latino-americanas se tornem empresas líderes mundiais em seus mercados de atuação", defende Ferraz, na publicação.

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