Diretor do FMI declara absoluta confiança no Brasil

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, disse hoje que não está muito preocupado com a inflação no Brasil. "Não devemos exagerar a questão da inflação. A taxa de inflação vai cair. Estou otimista em relação a isso", afirmou. Ele deu essas declarações após participar do seminário Crises e Oportunidades para América Latina, promovido pelo Council of Americas.Em seu discurso sobre os principais desafios para um desenvolvimento sustentável na América Latina, Köhler disse que o fortalecimento nas finanças públicas é um dos principais fatores para dar maior resistência aos países enfrentarem crises econômicas. Segundo ele, que diversos países latino-americanos já começaram a atacar seus problemas fiscais de forma ampla, adotando a lei de responsabilidade fiscal, que aumenta a transparência e a responsabilidade nas finanças públicas em nível regional e federal. Köhler afirmou que a lei de responsabilidade fiscal já exerce um papel disciplinar importante em países como Brasil e Chile. "Estou especialmente animado com o recente anúncio feito pelo governo brasileiro de que está compromissado em manter um superávit primário de 4,25% nos próximos quatro anos. Isso será de grande ajuda para melhorar a dinâmica da dívida, disse. Segundo ele, as reformas fundamentais, da Previdência Social e a tributária, que darão sustentação às metas fiscais, são bons sinais para a sustentabilidade do ajuste fiscal brasileiro.O diretor disse também que o Brasil adotou medidas muito corajosas e defendeu a concessão do empréstimo de US$ 30 bilhões do Fundo ao País no ano passado. "Valeu a pena dar ao Brasil o benefício da dúvida naquela época. Pois tivemos uma boa relação de trabalho com o governo Fernando Henrique, pedimos confiança de que haveria continuidade em relação às políticas sólidas e na disposição de colaboração do novo governo", afirmou Köhler.Ele citou um encontro que teve com Lula em dezembro passado, durante o qual o então presidente eleito afirmou a Köhler a sua experiência com a inflação na época em que era um operário. "Estou absolutamente confiante que o Brasil continuará a ter um bom desempenho econômico. Devemos dar confiança ao governo brasileiro e aceitar a agenda de crescimento com igualdade social."

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