Diretor do FMI defende mais espaço para emergentes

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que há um excesso de representatividade europeia no conselho executivo da instituição e que os países da Europa deveriam ceder espaço a países emergentes para garantir a legitimidade do órgão. "Acho que é justo abrir mais espaço para países emergentes no conselho", disse Strauss-Kahn, durante uma entrevista coletiva.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

28 de setembro de 2010 | 20h02

Segundo o diretor do FMI, os europeus devem apresentar uma proposta a respeito do assunto nos próximos dias, presumivelmente antes da reunião das autoridades do fundo com os representantes do G-20, na próxima semana. Se as nações em desenvolvimento não acreditarem que possuem assentos proporcionais no conselho executivo do FMI, a missão do órgão será colocada em risco num momento em que a participação do fundo no gerenciamento da economia global está crescendo. Apesar disso, o aumento da presença de emergentes como a Turquia ou a Coreia do Sul no conselho executivo provavelmente ocorreria em detrimento de países europeus como a Bélgica, cuja economia é menor do que a turca ou a sul-coreana.

A reforma na governança do FMI poderia acelerar a implementação dos planos do G-20 para reequilibrar a economia mundial. Entre esses planos, está uma proposta do fundo - chamada Processo de Avaliação Mútua - segundo a qual os países do bloco devem enviar aos demais integrantes suas estratégias políticas para apreciação. As informações são da Dow Jones.

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