Diretor do FMI destaca comprometimento em ajudar AL

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, afirmou hoje que o organismo multilateral de crédito ?está comprometido? em trabalhar com a América Latina e ?a ajudá-la?. Ao final de sua visita de 24 horas a Montevidéu, Köhler disse à imprensa que transmitiu ao presidente Batlle "o firme compromisso do FMI de trabalhar com a região para promover um vigoroso crescimento com maior equidade". Em entrevista coletiva, ele opinou que o ?Uruguai deve sentir-se orgulhoso de ser parte desta região, e de que as coisas não estejam tão mal? depois que economia do país ?chegou ao fundo? mas começa a recuperar-se. Durante sua visita a Montevidéu, iniciada no domingo passado, Köhler se reuniu com o presidente uruguaio Jorge Batlle, o ministro de Economia, Alejandro Atchugarry, o presidente do Banco Central, Julio de Brun, e com os líderes de todos os setores políticos e empresariais.Köhler elogiou as medidas de Batlle e de Atchugarry para enfrentar a crise do país, iniciada em fevereiro de 2002, e que lhe custou uma contração de 11% da atividade econômica, e em especial a troca de títulos da dívida pública, concretizada há algumas semanas atrás, no valor de US$ 5 bilhões de dólares. Esta troca "vai deixar espaço no Uruguai para definir melhor suas políticas para trabalhar pelo crescimento e combater a pobreza", destacou Köhler. Ele disse ainda que está satisfeito pelo consenso encontrado entre líderes políticos e empresariais sobre a necessidade de reformas e sobre onde é preciso colocar ênfase: na eficiência do setor público, na prudência fiscal, na reforma tributária para criar um sistema mais simples e mais eficaz, e continuar as reformas do sistema bancário e crescimento com equidade.Em um comunicado distribuído previamente aos jornalistas, Köhler recordou que conversou com Batlle sobre as perspectivas regionais e mundiais. "Concordamos que tem melhorado as perspectivas da região sustentadas em políticas reforçadas em vários países e orientadas a fomentar a estabilização, a sustentabilidade fiscal e as reformas estruturais, enquanto se presta atenção ao gasto social devidamente focalizado", detalhou. As informações são dos sites dos jornais argentinos.

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