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Diretor do FMI elogia Brasil e acredita em crescimento de 4%

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, previu hoje que, em 2006, o Brasil, beneficiando-se da conjuntura internacional favorável, poderá alcançar um crescimento de 4% de sua economia, aumentar o emprego e reduzir a taxa de juros. Esta perspectiva de crescimento é menor do que a previsão anunciada no final do ano passado pelo presidente Lula, de "5% ou mais".Entretanto, segundo ele, o Brasil pode fazer ainda mais. Lembrando que o País deixou para trás um longo período de instabilidade, ele disse que não haverá mais pacotes e recomendou que o Brasil continue seguindo a política traçada pelo governo, lembrando que muitos brasileiros ainda vivem na pobreza. Lula recebe diretor do FMI e diz que o Brasil mostrou que os pessimistas estavam errados em suas avaliações sobre o futuro do PaísEle recomendou ao País continuar no compromisso do governo Lula de reduzir a dívida pública e de alongar o seu perfil, bem como que continue a baixar as taxas de juros. Segundo Rato, isso é necessário para que o país enfrente os seus desafios: a consolidação da estabilidade na economia e o aumento da poupança para aumentar o nível de emprego e do crescimento produtivo. Por outro lago, opinou que seria bom dar mais autonomia operacional ao Banco Central na condução da política monetária.Em seu pronunciamento, de Rato lembrou que, há cerca de três anos, o País passava por uma grande crise de confiança, e muitos achavam que o País declararia uma nova moratória. "Três anos depois, que diferença!", constatou, lembrando que o País conseguiu, "de forma significativa, uma situação extraordinária", elevando os níveis de confiança e reduzindo o risco a um dos níveis mais baixos de sua história.O diretor do FMI lembrou que as exportações do País dobraram desde 2002 e as reservas externas estão num patamar mais confortável, o que permitiu ao País quitar sua dívida restante de cerca de US$ 15 bilhões com o FMI com dois anos de antecedência.Indicação de investimentoO diretor-gerente do FMI afirmou que o Brasil tem condições de alcançar, nos próximos anos, o investment grade. Ele não quis falar em uma data para que isso aconteça, porque depende de uma série de variáveis econômicas. Rato destacou, entretanto, a melhora na estrutura e na sustentabilidade da dívida pública brasileira, a qual, segundo ele, "está, cada vez mais, de melhor qualidade". A classificação de risco (ou rating), de um modo geral, ajuda aos investidores (principalmente os pequenos) na sua tomada de decisão. Isso porque eles podem escolher entre retornos mais baixos a um risco mínimo, ou vice-versa. Ou seja, são capazes de analisar o retorno ajustado para risco do investimento. As classificações de risco, acima de um patamar de classificação, são consideradas como "investment grade", ou seja, são recomendações de investimento, tomando por base o risco/retorno.ExemploSegundo Rato, o Brasil é um exemplo de como o FMI pode ajudar um país em situação de dificuldade, em constante diálogo com suas autoridades. Ele disse que o relacionamento do Fundo com o Brasil continua sendo de parceria e colocou o FMI à disposição do País, quando necessário.Pagamento antecipadoO ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que o pagamento antecipado a dívida de cerca de US$ 15,5 bilhões do Brasil com o FMI foi uma decisão madura, sustentada em fundamentos sólidos da economia, e não pode ser interpretada como uma possibilidade de mudança da política econômica. Palocci ressaltou que o Brasil deve melhorar o perfil de sua dívida externa e a qualidade dos investimentos públicos em infra-estrutura. Esses investimentos, na opinião de Palocci, garantirão um crescimento maior para a economia. Palocci reforçou também a necessidade de redução das despesas públicas e das taxas de juros para o consumidor. Neste ponto, ele destacou a implementação do programa de crédito consignado, que já promoveu uma queda das taxas de juros dos empréstimos bancários.Palocci também comentou sobre a necessidade de aprovação das reformas estruturais da economia. E pediu às forças políticas que disputarão as eleições este ano que não deixem o País ficar parado em função do processo eleitoral. Feitas as reformas, Palocci disse que o governo saberá cumprir com os seus compromissos ao promover uma elevação das taxas de crescimento da economia.Pessimistas estavam errados, diz LulaO presidente Lula disse que o Brasil mostrou que os pessimistas estavam errados em suas avaliações sobre o futuro do País. Ele afirmou que os países membros do Fundo estavam certos ao apostar no Brasil e celebrar um acordo com o País em 2002 em momento de dificuldade econômica. Segundo o presidente, os resultados da política implementada pelo governo são palpáveis para a população mais pobre, tanto da cidade quanto do campo.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2006 | 17h33

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