Diretor do FMI não vê 'bolha' no Brasil, mas recomenda cautela

Para Nicolás Eyzaguirre, País vai retomar o superávit primário

Ricardo Gozzi, enviado especial da Agência Estado,

21 de março de 2010 | 20h09

A economia brasileira não vive uma bolha, opinou neste domingo o diretor para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional, Nicolás Eyzaguirre. O comentário foi feito em um bate-papo com jornalistas durante a 51ª Reunião Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Cancún, no México.

 

"Não vejo uma bolha no Brasil neste momento. Até agora está tudo bem", afirmou Eyzaguirre, que já foi ministro das Finanças do Chile. "O Brasil vai retomar o superávit primário", prosseguiu ele. No entanto, observou ele, "quando existe uma situação de extrema liquidez é como quando acontece o oposto: também é preciso ter cautela".

 

"Neste momento em que os recursos externos estão inundando o País e os preços das commodities estão muito altos é preciso cuidado para que a economia não cresça mais do que a capacidade produtiva atual suporta. Por isso os países têm que ter muita cautela com suas políticas de estímulo, como a política monetária", concluiu Eyzaguirre ao comentar a visão do Fundo com relação à atual situação econômica do Brasil.

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