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Diretor do FMI rebate crítica de FHC sobre Argentina

O diretor para relações externas do FMI, Thomas Dawson, comentou hoje as críticas feitas ao Fundo pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Na abertura da reunião do BID no final de semana, Fernando Henrique disse que o FMI possui critérios diferentes para conceder ajuda financeira aos países em desenvolvimento e nações européias. FHC também criticou a demora do fundo em oferecer ajuda à Argentina. Dawson, questionado por jornalistas sobre o assunto, disse que "antes, o FMI era criticado por ter apenas uma estratégia para todos os países". Segundo ele, uma outra crítica que o FMI vem recebendo similar à do presidente é a de ter oferecido ajuda à Turquia e de ter negado apoio à Argentina. "O fato é que a situação dos países é diferente e requer diferentes naturezas de apoio e políticas".O diretor para relações externas do FMI observou que o atual programa econômico na Turquia resultou em um ajuste do déficit primário equivalente a cerca de 6% do PIB, o que, segundo ele, "é muito positivo". Na Argentina, esse ajuste praticamente não ocorreu. "É bom deixar claro que nós não estamos pedindo um ajuste fiscal dessa natureza na Argentina, pois reconhecemos as dificuldades e os problemas sociais específicos do país. O que quero ressaltar é que não se trata de dar um tratamento diferenciado baseado em natureza regional", disse Dawson. "A situação Argentina é extremamente difícil e estamos tentando achar uma maneira de ajudar o país", completou. (João Caminoto)?Negociação não será um processo muito rápido?Thomas Dawson, ao comentar o andamento das negociações com a Argentina disse que "seria melhor que o processo fosse mais rápido porém é mais importante que ele seja correto". Ele afirmou que o Fundo está agindo o mais rapidamente possível mas a "complexidade e a dificuldade da situação do país não pode ser subestimada". "A negociação com a Argentina provavelmente não será um processo muito rápido", afirmou. O diretor disse que ninguém tem expectativa de que o governo argentino consiga "milagres através de um amplo plano econômico no curto prazo". Ele ressaltou que o FMI espera ver medidas sustentáveis, que acenem para uma recuperação daquele país. Dawson disse que o próximo passo no tratamento da questão argentina poderá ser o envio de uma missão negociadora ao país.Dawson frisou, no entanto, que isto não significa necessariamente que um acordo será fechado. O diretor do FMI informou também que o presidente Eduardo Duhalde deverá se reunir com o diretor-gerente do Fundo, Horst Kohler, na próxima semana na cidade de Monterrey, no México, durante o encontro de chefes de Estado nos dias 18 a 22 de março. Leia o especial

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