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Diretor do FMI vai à missa e ouve críticas à economia de mercado

O diretor-assistente do departamento do hemisfério ocidental do FMI, Lorenzo Perez, que participa da missão do fundo que está no País para a primeira revisão do acordo com o Brasil, aproveitou o domingo para assistir a uma missa na capela jesuíta do Centro Cultural de Brasília. O representante do FMI não conseguiu fugir dos temas econômicos e ouviu um sermão com jargões muito mais usados pelos economistas, como capital, investimento, superávit, déficit, riqueza e mercado. ?Existe outra economia além da do mercado. Existe a economia da salvação, que é para nós muito mais importante?, pregou o padre polonês Miroslaw Matyja, ao falar sobre o tema do dia do Evangelho.No sermão, Matyja discorreu sobre a necessidade da prudência para manter a casa unida, mesmo nos momentos econômicos mais difíceis. Falou também sobre os talentos que todas as pessoas possuem e o uso que deve ser feito deles para a construção de uma realidade melhor. ?Quem não percebe o pobre que dorme debaixo do viaduto, quem não percebe o que acontece no mundo, a injustiça, a desigualdade, enterrou o seu talento em algum lugar, porque está com medo de mudar e com medo não se muda nada?, disse Matyja, que faz parte da ala progressista da Igreja Católica.Nem superávits nem déficitsEle pregou no sermão que as pessoas não podem ter ?nem superávits nem déficits? na vida. ?Perceba, abra os olhos, o coração, para o que acontece aqui, para o capital, a riqueza das pessoas, independentemente do que elas são, dos que elas têm?, afirmou. ?Não é possível guardar essa riqueza só para você".Ele contou uma parábola sobre o dilema de um homem, que no deserto, tem que decidir entre tomar a água de uma garrafa e matar a sede ou usá-la para ligar o motor de um poço. Ao correr o risco e escolher a segunda opção, ganha a abundância da água farta.ConstrangidoEx-representante do FMI no Brasil, Perez participou da missa o tempo todo constrangido com o assédio da imprensa durante a cerimônia religiosa. Freqüentador assíduo da capela quando residia em Brasília, o diretor do fundo se queixou com amigos da presença dos fotógrafos, principalmente nos momentos da Oferenda e Eucaristia. O padre chegou a interromper a missa pedindo que os fotógrafos se retirassem da capela.Durante todo o feriado da sexta-feira e o fim de semana, Perez e o chefe da missão, o argentino Jorge Marquez Ruarte, ficaram recolhidos no hotel. Passaram parte do tempo em reuniões com o representante do FMI no Brasil, Rogério Zandamella.

Agencia Estado,

17 de novembro de 2002 | 17h07

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