Edgar Su/Reuters
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Diretor-geral da OMC vai aos EUA para 'defender o comércio'

Brasileiro Roberto Azevêdo quer refutar o sentimento protecionista no mundo e irá se encontrar com dirigentes do FMI e do Banco Mundial

Cláudia Trevisan, correspondente, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 12h01

WASHINGTON - Preocupado com o aumento do sentimento protecionista ao redor do mundo, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, decidiu levar sua defesa do livre comércio aos EUA. A maior economia do mundo é o epicentro da retórica que culpa a derrubada de barreiras pelo desemprego, que tem sua face mais visível no candidato à presidência do Partido Republicano, Donald Trump.

A mensagem de Azevêdo é a de que o protecionismo é um "remédio" equivocado, que poderá deteriorar o já frágil estado de saúde da economia global. O brasileiro questionou o "diagnóstico" que aponta o comércio como a causa da destruição de empregos em nações industrializadas e disse que 80% dos casos estão relacionados a avanços tecnológicos, inovação e aumento de produtividade.

O brasileiro disse que o objetivo de sua viagem a Washington é "defender o comércio" e refutar o sentimento protecionista com fatos. Na tarde de hoje, ele participará de um evento sobre o assunto ao lado da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. O evento ocorre no âmbito da reunião anual das duas organizações multilaterais, da qual participam ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de todos os países-membros.

Apesar da crítica ao protecionismo, o título do painel indica uma tentativa de contemplar as preocupações dos que se consideram vítimas dos deslocamentos provocados pela globalização: "Tornar o comércio um motor de crescimento para todos". O diretor-geral da OMC também falará hoje no National Press Club, a entidade centenária que reúne jornalistas e formadores de opinião em Washington.

"Nós sentimos que há uma forte retórica anticomércio vinda deste e de outros países", disse Azevêdo ontem a um grupo de jornalistas brasileiros e americanos, sem mencionar o nome de Trump. O candidato do Partido Republicano é crítico de acordos comerciais, defende a imposição de tarifas de até 40% para importação de produtos da China e do México e chegou a dizer que os EUA podem sair da OMC, caso ele seja eleito.

Apesar da preocupação com o aumento de medidas protecionistas, Azevêdo ressaltou que elas não explicam a recente desaceleração do comércio global. Segundo ele, o movimento decorre principalmente do baixo crescimento. Mas ele ressaltou que a eventual adoção de medidas impedirá que o comércio funcione como um motor da recuperação global.

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