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Diretor indiano defende votação aberta no FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve acabar com sua prática tradicional de escolha de seu principal dirigente se quiser manter credibilidade, afirmou hoje o indiano Arvind Virmani, um dos diretores executivos da instituição. Virmani propôs que os membros do Conselho do FMI adotem um processo de votação transparente e publicamente aberto para a escolha do sucessor de Dominique Strauss-Kahn.

PRISCILA ARONE E RENATO MARTINS, Agencia Estado

19 de maio de 2011 | 19h23

Uma eleição aberta, baseada em votação formal, "é o melhor processo, e o mais aceitável para o público", disse Virmani em entrevista ao Wall Street Journal. "Não pode ser arbitrário. É como se perde credibilidade."

O FMI tradicionalmente usa procedimentos informais e não escritos para selecionar seu diretor-gerente. Qualquer um dos 24 membros do Conselho, que representam os 187 países membros do FMI, pode propor candidatos para o cargo. Mas, em vez de adotar um sistema formal de votação baseado no número de ações com direito a voto de cada país no Fundo, os diretores usam um obscuro sistema de consultas informais para chegar ao que chamam de "decisão de consenso". Países em desenvolvimento disseram que o processo de seleção a portas fechadas - usado para escolher todos os dez diretores-gerentes do organismo, todos da Europa - ameaça a legitimidade da organização.

"Eu não aconselho a nenhum candidato que se apresente, a não ser que o processo seja aberto e com credibilidade. Sabendo como funciona, eu não entraria na disputa", disse Virmani. "O mundo está mudando e as instituições precisam refletir isso. As economias emergentes cresceram e seu tamanho relativo aumentou. As tendências são muito claras, e o que a crise fez foi acelerar essas tendências", acrescentou.

O representante indiano lembrou que os líderes do G-20 concordaram recentemente que a liderança das instituições financeiras internacionais deveria ser escolhida "num processo de seleção aberto, transparente e baseado em mérito. Será que os países desenvolvidos vão manter sua palavra? Este é o teste".

Em Pequim, o presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Zhou Xiaochuan, também lembrou o compromisso do G-20 e disse em comunicado que "a escolha da alta administração deve refletir de maneira melhor as mudanças na estrutura da economia global e representar melhor os mercados emergentes".

Também nesta quinta-feira, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e seu ministro da Economia, Giulio Tremonti, declararam seu apoio à candidatura da ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, para o cargo de diretor-gerente do FMI. "A ministra Christine Lagarde seria uma escolha excelente", disse Berlusconi em comunicado. Tremonti disse haver razões "ideais" para "qualquer um" apoiar a candidatura da ministra francesa.

Em Bruxelas, uma porta-voz da Comissão Europeia disse que a União Europeia deverá encontrar "candidatos fortes da Europa" para o comando do FMI e que é "natural que os países da UE batalhem por um candidato europeu forte".

Já o ministro das Finanças do México, Ernesto Cordero, afirmou que o presidente do banco central de seu país, Agustín Carstens, é "o melhor candidato" para o cargo. Cordero também disse que o novo dirigente do FMI deveria ser escolhido por mérito.

Em Moscou, o primeiro-ministro do Casaquistão, Karim Masimov, defendeu a candidatura do presidente do banco central de seu país, Grigoriy Marchenko.

As discussões sobre os procedimentos para a escolha do sucessor de Strauss-Kahn começaram hoje e prosseguem amanhã em Washington. As informações são da Dow Jones.

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