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Diretora da Petrobras diz que não há crise de gás no País

Segundo Maria das Graças Foster, 'o que há é uma estreita aproximação entre a oferta e a demanda'

Leonardo Goy, da Agência Estado,

28 de novembro de 2007 | 16h12

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse nesta quarta-feira, 28, que o Brasil não vive uma crise no abastecimento de gás natural. "Não há uma crise do gás. O que há é uma estreita aproximação entre a oferta e a demanda pelo combustível", disse. Ela reiterou que a Petrobras pretende reajustar o preço do gás natural a partir do próximo ano e disse que os aumentos serão negociados caso a caso com cada distribuidora que compra o produto da estatal. "O aumento é necessário para garantir o ritmo dos investimentos que estamos fazendo no setor de gás", disse. A diretora participou nesta quarta de audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara para falar da situação do mercado de gás no Brasil. Em conversa com jornalistas após a reunião, ela admitiu que se as usinas termelétricas tiverem de voltar a ser acionadas em janeiro - como vem alertando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) -, a Petrobras terá de "repactuar" novamente os volumes adicionais de gás (que estão acima dos previstos em contrato) que vende às distribuidoras. "Toda vez que houver uma demanda térmica que seja aquela do termo de compromisso que temos com a Aneel, teremos de repactuar com as distribuidoras que não têm volumes contratados. E por que digo 'repactuar' e não 'cortar'? Porque você só corta quando oferece um volume menor do que o do contrato. O que estou falando é de uma repactuação instantânea, pontual", disse. No fim do mês passado, a estatal reduziu o fornecimento desses volumes excedentes de gás às distribuidoras de São Paulo e do Rio para poder suprir as usinas térmicas. A executiva também criticou a decisão da Companhia Estadual de Gás (CEG) distribuidora de gás no Rio de Janeiro de optar por reduzir o fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV) quando houver problema de abastecimento. "Quem carimba o gás e o vende da maneira que quiser é a distribuidora. Mas eu não considero que o usuário de GNV seja flexível. Ele pode usar gasolina ou álcool, mas investiu, fez um projeto para rodar a gás", disse. "Não concordo com o que a CEG fez, ela podia ter buscado outras opções", completou.

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