Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Diretoria da Petrobrás fica na empresa até a assembleia que vai destituir Castello Branco, em abril

Mandatos terminam no próximo dia 20, mas atual presidente vai continuar no cargo até 14 de abril, quando o general Joaquim Silva e Luna deve assumir o comando da companhia

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2021 | 11h40

RIO - A Petrobrás informou ao mercado nesta quinta-feira, 11, que a Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) que vai destituir Roberto Castello Branco do Conselho de Administração será realizada no dia 12 de abril. Segundo disse ao Estadão/Broadcast uma fonte ligada ao assunto, toda a diretoria da empresa será mantida até lá, inclusive o presidente, Roberto Castello Branco, apesar de o mandato terminar no dia 20 de março.

Além de confirmar a destituição de Castello Branco, feita publicamente em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro, a assembleia vai eleger os novos conselheiros da estatal anunciados esta semana, após indicações dos ministérios de Minas e Energia (MME) e da Economia. O general Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para o lugar do atual presidente da companhia, também será eleito conselheiro, condição para assumir a presidência. 

Depois de eleito conselheiro, Silva e Luna deverá ser conduzido à presidência da Petrobrás na Assembleia-Geral Ordinária, no dia 14.

No mercado, havia especulações sobre quem comandaria a Petrobrás entre o fim do mandato de Castello Branco e a assembleia de abril, com apostas de que um diretor poderia ser elevado ao cargo de presidente interino ou o presidente do Conselho de Administração, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, poderia assumir.

Na AGE serão votados os seguintes nomes: Eduardo Bacellar Leal Ferreira, Joaquim Silva e Luna, Ruy Flaks Schneider, Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Cynthia Santana Silveira e Ana Silvia Corso Matte, todos indicados pelo acionista controlador, a União, além de Leonardo Pietro Antonelli, indicado por minoritários.

De acordo com analistas, os novos nomes do conselho, considerados técnicos e competentes, deram um alívio diante da forma atabalhoada com que Bolsonaro demitiu Castello Branco. A maioria é conhecida do setor, dando maior segurança para que a governança da companhia seja preservada, avaliam. 

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