Disciplina é o segredo para poupar

Depois de fazer as contas, colocar o orçamento familiar em dia e implantar algumas medidas para a redução de gastos, a formação de uma reserva para a poupança é o próximo passo no planejamento financeiro para esse ano. Os consultores financeiros consideram que é muito importante economizar parte do ganho mensal, mesmo que seja uma pequena parcela. Veja um exemplo: uma pessoa que conseguir reservar R$ 100,00 em seu orçamento mensal para a poupança, chegará ao final do ano com um valor acumulado em torno de R$ 1.289,00, levando-se em conta que os depósitos foram feitos desde janeiro e até o final do ano em um fundo pós-fixado (DI) - que acompanha as taxas de juros e é considerado um investimento de baixo risco. Vale destacar que esse valor para a reserva pode ser conseguido apenas com algumas medidas simples de administração do orçamento doméstico e não é preciso, necessariamente, que haja uma sobra de recursos ao final do mês. Veja algumas dicas sobre economia doméstica no link abaixo. Segundo passo: a escolha da aplicaçãoO próximo passo para quem tomou a decisão de investir é a escolha da melhor aplicação. Nesse sentido, três aspectos devem ser levados em conta: o prazo de investimento, a tolerância que se tem ao risco e a diversificação dos investimentos. No caso do prazo, quanto mais distante a época em que o investidor pretende resgatar os recursos, maior poderá ser a parcela da aplicação destinada às aplicações de maior risco, como os fundos de ações. Isso porque, em períodos mais longos - superiores a um ano pelo menos - as perspectivas de rentabilidade nas aplicações de risco são maiores. A contrapartida é que esses investimentos oscilam muito, e o investidor deve ter tranqüilidade para esperar até o melhor momento para sair.Alguns analistas são ainda mais restritivos e indicam as aplicações que oferecem risco apenas para investidores que não têm um prazo definido para resgate e, por isso, podem esperar até que a rentabilidade pretendida seja alcançada e, até mesmo, pela recuperação de possíveis perdas. Diversificar os investimentos é outra boa recomendação. Em caso de perda em uma das formas de aplicação escolhida, o investidor poderá compensar com um possível ganho superior em outra. Para os investidores que precisarão do dinheiro no curto prazo, o ideal é optar por uma aplicação sem risco, como os fundos pós-fixados (DI). Já os investimentos indexados ao dólar são indicados apenas para quem tem dívidas atreladas à moeda norte-americana ou para quem está economizando para uma viagem ao exterior.

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