Disciplina familiar preservou dinheiro e sobrenome

Embora continue dedicando muito do seu tempo ao Rio, Olavo tem visitado com uma frequência cada vez maior a sala de reuniões da Monteiro Aranha. Ele é o presidente do conselho de administração da empresa. Outros membros da família também têm assentos. Ao todo, o clã possui 56% da holding. Os outros sócios principais são o Bradesco (13%) e o Grupo Espírito Santo (22%).

, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

A empresa, fundada pelo patriarca Alberto Monteiro de Carvalho e Silva e o sócio Olavo de Aranha Júnior na década de 1920, não produz nada diretamente. Coleciona participações como os 20,03% da Klabin e os 10% do capital votante da distribuidora de combustíveis Ultrapar, que absorveu a Ipiranga em 2007.

"Estamos investindo muito no setor imobiliário agora", conta Olavo. Com mais de 40 herdeiros, a família inovou ao gerenciar seu crescimento para preservar o patrimônio e evitar as brigas que acompanharam a derrocada de muitos sobrenomes.

Sob a liderança da prima de Olavo, Lilibeth, o clã criou um estatuto com recomendações que vão da ética nos negócios ao casamento em regime de separação de bens, além da determinação de resolver disputas internas na sala do casarão da família, ainda palco de festas memoráveis do Rio. "Nosso maior ativo é nossa união", orgulha-se Olavo.

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