Discrição marca visita de equipe da Fitch ao BC

Banco Central recebeu ontem a visita de técnicos da agência de classificação de risco, que visitam bancos em SP hoje

CÉLIA FROUFE, BERNARDO CARAM e RACHEL GAMARSK, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2015 | 02h03

BRASÍLIA - A passagem da equipe de técnicos da agência de classificação de risco Fitch pelo Banco Central ontem, em Brasília, foi discreta, apesar da tensão vivida em outras áreas da instituição por causa da variação dos ativos, em especial do dólar e das taxas de juros. Tida como uma reunião "ordinária", de praxe, o sigilo sobre a visita imperou na instituição, assim como foi no Ministério da Fazenda e no Tribunal de Contas da União (TCU) anteontem. Hoje, a equipe da Fitch parte para São Paulo para se reunir com os bancos.

O papel do BC nessas ocasiões é apresentar indicadores da economia brasileira para as agências de classificação. Dessa forma, o discurso apresentado pela cúpula do BC deve ter sido muito em linha com a postura do presidente da instituição, Alexandre Tombini, na semana passada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Entre outras coisas, ele reafirmou a linha mestra do Comitê de Política Monetária (Copom) de que os juros vão se manter por um tempo suficientemente prolongado, de que a taxa de câmbio do País é flutuante e de que o governo tentaria evitar a perda do grau de investimento por duas agências. No último dia 9, o País foi rebaixado pela Standard & Poor's (S&P).

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comentou que a reunião na terça-feira com representantes da agência de classificação foi positiva. "Há percepção do compromisso do governo brasileiro e perfeita noção de que aquilo que foi feito no início do ano está permitindo à economia encontrar um outro caminho de crescimento", disse. "A conversa foi boa." Levy ressaltou que governo tem de lidar com agenda de melhoria do gasto público. "Evidentemente, enquanto a gente não tiver solidez fiscal, tudo fica mais difícil. Tenho convicção que vamos conseguir isso". 

 

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