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Discurso de Bush anima mercados mundiais

Nove minutos após sua abertura, a Bolsa de Valores de São Paulo já subia 2,10%, operando aos 53.967 pontos

Agência Estado e Reuters,

31 de agosto de 2007 | 10h24

A notícia de que o presidente norte-americano, George W. Bush, vai propor reformas para ajudar proprietários de casas com hipotecas de risco melhorou o humor dos investidores mundiais nesta sexta-feira, 31. A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o dia em alta. Às 10h09, o principal índice da Bolsa já registrava alta de 2,10%, operando aos 53.967 pontos. No mercado de câmbio, o dólar abriu em queda de 1,01%, cotado a R$ 1,954. Antes de Bush, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala às 11 horas sobre moradias e política monetária, na abertura de conferência anual sobre economia promovida pelo Fed de Kansas City, o que também eleva as expectativas do mercado.  O clima amplamente positivo se estende ao mercado europeu, onde as bolsas registravam alta em torno de 1% e nos Estados Unidos, o S&P 500 subia 1,03% e o Nasdaq futuro +0,84%. Na Ásia, as bolsas de valores encerraram a sexta-feira no melhor nível em três semanas depois que forte lucro da fabricante de comutadores Dell impulsionou ações do setor de tecnologia. Plano Os investidores estão antecipando o plano de ajuda de Bush. "Só o fato de o governo norte-americano sinalizar que está atento animou os investidores", disse uma fonte. Ao falar sobre o pronunciamento de Bush nesta sexta, o porta-voz da Casa Branca disse que haverá um "número" de iniciativas e reformas relacionadas às dificuldades no setor de empréstimo subprime. "Ele também irá discutir esforços para que hajam reformas a fim de evitar que tais problemas aconteçam no futuro", afirmou o porta-voz. A avaliação dos especialistas é de que se Bernanke e Bush não decepcionarem, a Bovespa poderá zerar as perdas no mês de agosto, de 2,44% até o fechamento de quinta, quando o mercado acionário doméstico fechou com valorização modesta de 0,23%, depois de ter oscilado entre a máxima de +1,73% e a mínima -0,97%.  Dados Os dados econômicos divulgados nesta sexta não mexeram com os preços dos ativos. O núcleo do índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 1,9% em julho ante julho do ano passado, mesma variação de junho.  Com isso, a variação anual do núcleo do PCE segue, portanto, dentro da zona de conforto do Fed, de oscilação entre 1% e 2%. Os dados de renda pessoal e gastos com consumo, subiram 0,5% e 0,4%, respectivamente, superando as estimativas dos analistas. As ações da Vale devem continuar roubando a cena neste último pregão antes do desdobramento das ações, que entra em vigor a partir de segunda-feira, dia 3.

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