Discurso de Obama pode acirrar disputas sobre déficit

O presidente norte-americano Barack Obama se esforçará para não envolver disputas partidárias em seu Discurso do Estado da União nesta terça-feira, mas ele encontra à sua frente um difícil confronto com o Partido Republicano sobre o déficit orçamentário e os gastos federais.

ALISTER BULL, REUTERS

25 de janeiro de 2011 | 15h59

No discurso, que ocorrerá em sessão conjunta no Congresso à meia-noite do horário de Brasília, Obama reforçará a necessidade de se chegar a um consenso em relação à medidas para impulsionar o crescimento econômico e a criação de empregos. A mensagem geral do discurso será centrista, visando sua campanha de reeleição em 2012.

A rede de televisão ABC informou que Obama deve propor um congelamento do orçamento e proibir que parlamentares reservem fundos para projetos especiais.

Antes do discurso, parlamentares republicanos tentaram pressionar Obama sobre a questão de gastos, aproveitando o momento em que se esperam pedidos de investimento em áreas específicas, como educação. Os republicanos afirmam que "investimento" é apenas um termo dos democratas para políticas de "gastar dinheiro emprestado".

"Espero que o presidente tenha ouvido o povo norte-americano", disse o presidente da Câmara John Boehner. "Espero que a palavra 'investimento' realmente não signifique mais gastos de estímulo (à economia) e um aumento da influência estatal".

A população dos EUA se mostrou aberta a uma maior cooperação entre os dois partidos após Obama fechar um acordo de corte de impostos com os republicanos, o que ajudou a elevar sua taxa de aprovação nas últimas semanas.

O déficit orçamentário dos Estados Unidos é de cerca de 1,3 trilhão de dólares. A dívida pública federal do país deve atingir em março o limite de 14,3 trilhões de dólares.

Tudo o que sabemos sobre:
MACROOBAMADISCURSO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.