Discussão reforça questão do reajuste do preço da gasolina

A intenção do governo de adotar para o gás a mesma estratégia usada para reduzir as contas de energia elétrica recolocou em pauta, por tabela, a questão do reajuste dos preços da gasolina e diesel. "A receita da Petrobrás com gasolina e diesel é tão mais expressiva que a obtida com o gás que qualquer aumento naqueles preços compensaria totalmente uma queda no gás", comentou o consultor Marco Tavares, da Gás Energy.

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h05

Para ele, uma estratégia para o governo conseguir a meta é casar os reajustes: a redução na tarifa de energia - o impacto esperado para 2013 anularia o reflexo inflacionário do aumento dos combustíveis; e o recuo no preço do gás teria seu reflexo na receita da empresa mais do que compensado com o reajuste de gasolina e diesel. Seria uma saída rápida, mas não contemplaria integralmente o consumidor, que depende da desconcentração de mercado, nas mãos da estatal.

Ele lembra que os contratos de fornecimento, revisados a cada três meses, seguem preceitos de 2007, quando havia escassez de gás. O gás é reajustado com base numa cesta de óleos e hoje é negociado com desconto pois o preço integral é "impraticável". /IRANY TEREZA E FERNANDA NUNES

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