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Disneylândia de Paris já viveu dias melhores

Europeus preferem atrações menores que atendem a grupos linguísticos e demográficos mais específicos do que o mega-resort de 1.950 hectares da Euro Disney

The Economist

04 Dezembro 2014 | 15h11

A Disneylândia de Paris, maior parque temático da Europa, já viveu dias melhores. Inaugurada em 1992, a atração começa a mostrar certa idade. Os visitantes informam que um número cada vez maior de instalações e brinquedos do parque se mostra danificado ou com necessidade de reparos. Somado ao alto preço de entrada - que pode chegar a €83 (US$ 102) para um ingresso completo de adulto -, isso afastou o público. 

O número de frequentadores teve queda de 10% nos dois anos mais recentes, e a Euro Disney, empresa dona do parque, conseguiu registrar prejuízo de €114 milhões no mais recente ano fiscal. Em outubro, foi necessário solicitar aos acionistas um resgate de €1 bilhão para manter-se em funcionamento.

Isso pode indicar um retrato deprimente para os parques temáticos na Europa. Mas outras operadoras parecem estar prosperando. No dia 2 de dezembro, a britânica Merlin Entertainments, que opera atrações para visitantes, a maior do ramo na Europa, anunciou que estava “prosperando desde meados do ano”. 

Com a mesma base de comparação, os analistas esperam que a firma tenha crescimento de 6% na renda este ano, com as vendas nos resorts da série Legoland - cuja popularidade aumentou com o lançamento do filme Uma Aventura Lego em fevereiro - aumentando em até 11%. Apesar dos problemas econômicos do continente, a firma de pesquisa de mercado Mintel também espera que a demanda geral por entretenimento sob a forma de parques temáticos aumente bastante na Europa nos próximos anos.

A expansão do mercado de atrações desse tipo deve ser boa notícia para a Euro Disney. Os executivos da combalida empresa esperam que seja possível reverter a má sorte com a reforma de seu mega-resort de 1.950 hectares. Mas alguns analistas dizem que isso pode ser inútil. Diferentemente do mercado mais culturalmente homogêneo dentro do qual os resorts Disney prosperam nos Estados Unidos, muitos europeus preferem atrações menores que atendem a grupos linguísticos e demográficos mais específicos. 

Isso pode explicar o sucesso da Merlin: a empresa é especializada em atrações desse tipo, como os Centros de Vida Marinha, de temática oceânica, e o Masmorras, voltado para o horror, bem como parques temáticos menores, como Alton Towers, na Grã-Bretanha, Heide Park, na Alemanha, e Gardaland, na Itália, dedicados aos visitantes desses países. Contra esse tipo de concorrência, a versão parisiense da Disneylândia pode enfrentar dificuldades para reacender sua chama financeira.

© 2014 The Economist Newspaper Limited. Todos os direitos reservados.

Da Economist.com, traduzido por Augusto Calil, publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado no site www.economist.com

 

 

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