Disparada do dólar no Brasil é manchete na Argentina

A disparada do dólar no Brasil é manchete de capa em todos os jornais argentinos. Começando pelos econômicos, o El Cronista estampa: "Em Brasil, o dólar superou a barreira dos quatro reais" e diz que o "renovado temor ao default provocou uma forte pressão sobre o dólar, que fechou a R$ 3,99, depois de ter chegado a R$ 4,05. No mercado há incerteza sobre como o Banco Central fará para refinanciar os quase US$ 3 bilhões que vencem em uma semana. As empresas demandaram dólares, já que em outubro devem girar US$ 2,5 bilhões ao exterior. Para aplacar o nervosismo James Wolfenshon, titular do Banco Mundial, anunciou um enfático apoio a Lula". O El Cronista trata o assunto em duas páginas, destacando que o real teve a maior caída desde que a moeda nasceu e que as "dúvidas sobre as políticas que Lula aplicará para recuperar a economia brasileira" foram as responsáveis pela disparada do dólar.O Ámbito Financiero também dedica duas páginas ao assunto e titula na capa: "Dolar no Brasil chegou a 4 reais. Recorde no Chile". O jornal diz que há uma "convulsão no mercado" e "a incerteza eleitoral continua agitando as operações, principalmente devido à falta de indefinições de Lula da Silva, o favorito para o segundo turno de 27". Porém, o jornal não remete a culpa somente à Lula, e explica que "também influenciam na escapada de divisas norte-americanas, fatores próprios do mercado, dentre eles, a maior demanda de empresas que devem enfrentar vencimentos da dívida e a pressão de detentores de títulos públicos indexados ao dólar". O Ámbito ainda publica matéria intitulada "Bancos do Brasil estão mais protegidos - Ganham com os milhões e milhões de dólares no exterior", com entrevista do analista de bancos latinos-americanos de Bear Stearns, Jason Mollin, que afirma que "ainda há tempo para evitar o default" mas que os efeitos de um default "sobre as entidades seriam muito graves".O Infobae coloca em sua capa "Recorde do dólar no Brasil" e destaca que o "economista de Lula, Guido Mantega, culpou Armínio Fraga pela escalada da divisa". Em outra matéria, o Infobae comenta que com o apoio "dos industriais de Minas Gerais e da maioria dos partidos, o segundo turno tem final cantado". No La Nación, o assunto não mereceu capa mas duas matérias na página três. Uma sobre a "queda recorde do real pela incerteza - A campanha para o segundo turno no Brasil: nervosismo financeiro pela indefinição eleitoral", e outra, intitulada "Lula faz ouvir uma mensagem que EUA deve atender", sobre o editorial do New York Times. O Clarín destaca o dólar a quatro reais em sua capa e classifica a disparada da moeda ao efeito-Lula. "Lula acusa o governo de Cardoso pela forte disparada do dólar", referindo-se à entrevista de Aloízio Mercadante que acusa o governo por "este descontrole".

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