Disputa embolada no ranking de fusões

Por uma diferença de apenas R$ 83,6 milhões, o Citi ficou com a liderança no ranking anual da Thomson Financial das fusões e aquisições anunciadas em 2007. O banco americano estava por trás de 31 negócios, que movimentaram US$ 17 bilhões. Essa foi considerada uma das disputas mais acirradas da história. Até a divulgação dessa lista, três bancos tinham chance de assumir a primeira posição. O segundo e o terceiro lugares ficaram, respectivamente, com o Credit Suisse e o ABN Amro Real. Juntos, os três bancos estiveram por trás de operações de quase US$ 50 bilhões. Em 2006, a distância entre o primeiro (Credit Suisse) e o segundo (Goldman Sachs) foi de US$ 1,5 bilhão. "Eu não me lembro de ter visto uma diferença tão pequena como essa em outros anos. A briga pelo título foi grande porque o mercado tem enorme potencial?, diz o presidente da área de investimentos do Citi, Ricardo Lacerda. O mercado de fusões e aquisições brasileiro provoca tamanho frisson porque está subdimensionado. Segundo dados compilados pela equipe de analistas do Citi, o percentual de operações sobre o valor total de mercado das empresas, hoje por volta de US$ 1 trilhão, ainda é considerado baixo se comparado a outros países desenvolvidos. No Brasil, ele foi de 5,2% no ano passado, enquanto nos Estados Unidos ficou em 10,5%, o que revela potencial de crescimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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