Disputa entre financeiras vai para as ruas

Quem atravessa a rua São Bento encontra promotores de vendas disputando a laço o consumidor que está em busca de dinheiro rápido e caro. Eles entregam panfletos imitando cédulas do real que, no verso, exibem as condições para obter o crédito.A cobiça das instituições financeiras para operar no crédito pessoal deve crescer, e não faltam motivos para isso. Um deles é a diferença entre o custo de captação e de empréstimo, o spread das financeiras, que chega a ser 45% maior que a obtida em outras linhas de crédito devido às altas taxas de juros. A corrida das financeiras pelo mercado de crédito pessoal ficou mais agressiva nas últimas semanas, puxada pelas sucessivas reduções nas taxas básicas de juros. É que o corte na remuneração dos títulos públicos está empurrando os bancos para o crédito pessoal. Financeiras apostam no crescimento do crédito Três importantes financeiras - Panamericano, Losango, Zogbi - estão investindo, neste ano e no próximo, quase R$ 70 milhões para financiar o consumidor no crédito pessoal. "Vamos investir neste ano US$ 15 milhões em tecnologia", afirma Wilson Roberto de Aro, diretor Operacional do Banco Panamericano.O investimento previsto para este ano é mais que o dobro do que foi gasto em 1999. A meta é abrir mais 20 pontos-de-venda no País. De janeiro até a primeira quinzena de julho, a carteira do banco, que inclui crédito a lojistas, pessoal e veículos, somou R$ 860 milhões, com alta de 72% em relação a dezembro de 1999.O Banco Zogbi quer, até o fim de 2001, que a carteira de crédito pessoal dobre de 20% para 40% a participação no total dos empréstimos, segundo o diretor-superintendente, Antônio Elias Zogbi Neto.A Losango, mais focada nas lojas, vai investir R$ 32 milhões em marketing e tecnologia, e deve fechar 2000 com o crédito pessoal respondendo por 20% da sua carteira contra os atuais 18,6% do total de empréstimos. "Temos 40 promotores nas ruas", diz o diretor, Leonel Andrade. A idéia é fechar o ano com 17 novos pontos-de-venda.

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