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Disputa pelo ABN tem novo capítulo

Banco retira apoio à oferta do Barclays e negociará com consórcio

Agências internacionais, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2031 | 00h00

Amsterdã - O Banco ABN Amro informou ontem que não vai mais recomendar aos seus acionistas nenhuma das duas propostas de compra feitas à instituição. Até ontem, o ABN apoiava a oferta formal apresentada pelo britânico Barclays, o que significava oposição à proposta do consórcio composto pelo também britânico Royal Bank of Scotland (RBS), pelo belga Fortis e pelo espanhol Santander.O ABN disse que mudou seu protocolo de fusão acordado anteriormente com o Barclays e, por isso, agora está livre para discutir a oferta concorrente do consórcio.A disputa pelo banco holandês se arrasta desde abril. No dia 23 daquele mês, o negócio com o Barclays chegou a ser anunciado como certo, o que configuraria a maior fusão da história do setor bancário. O consórcio, que já havia demonstrado interesse pelo ABN, não se intimidou e continuou pressionando o grupo financeiro holandês. O lance mais recente do trio de bancos foi dado no dia 20 de julho, com uma nova elevação no valor da proposta pelo ABN, desta vez de 71,1 bilhões, sendo 93% do total em dinheiro. O Barclays contra-atacou na semana passada, puxando a sua oferta para 67,5 bilhões, mas com a maior parte sendo paga em troca de ações. Levando-se em conta as cotações de fechamento da última sexta-feira, a oferta do Barclays era 1% inferior ao valor das ações do ABN Amro no mercado e 8,8% menor que a proposta do consórcio. Um porta-voz do banco holandês disse que, no momento atual, não é mais possível que seu conselho recomende a oferta do Barclays porque existe "uma clara diferença de avaliações" entre os dois lances. "Comunicamos ao Barclays, durante o fim de semana, que iríamos mudar o protocolo de fusão e eles não saíram da mesa de negociações", afirmou o porta-voz.O porta-voz lembrou que o apoio dos acionistas do RBS e do Fortis à oferta do consórcio "segue incerto". O Santander já recebeu o apoio de seus acionistas, enquanto os do Fortis e do RBS foram convocados para assembléias nos dias 6 e 10 de agosto, respectivamente.Em comunicado, o executivo-chefe do Barclays, John Varley, reconheceu que "é difícil para o conselho do ABN fazer uma recomendação clara para seus acionistas", mas segue confiante em que sua oferta revisada carrega valor, benefícios para os acionistas e a certeza de que irão permitir que "o conselho a recomende no tempo devido".O desfecho desse negócio poderá ter importante impacto no ranking do setor bancário brasileiro. Se o consórcio vencer a disputa, o Santander provavelmente ficaria com as operações do ABN no Brasil - o Banco Real. Nessa hipótese, a soma dos ativos do Grupo Santander Banespa com os ativos do Real resultaria no terceiro maior banco privado do País, atrás apenas do Banco do Brasil e do Bradesco. HSBC ESTÁ FORAO banco britânico HSBC aproveitou o anúncio de seus resultados no 2º trimestre para desmentir qualquer interesse nas operações do ABN Amro. "Não estamos interessados", afirmou o presidente do HSBC, Stephen Green. O executivo reconheceu, no entanto, que o HSBC esteve no centro de rumores sobre uma possível oferta pelas operações do ABN no Brasil.

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