Brendan Mcdermid/Reuters
Brendan Mcdermid/Reuters

Disputas comerciais e política do Fed podem aumentar volatilidade nos mercados, diz S&P

Para a agência, guerra comercial entre EUA e China pode desencadear crises adicionais e desencorajar entrada de capital na América Latin

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2018 | 15h28

Em relatório sobre o panorama econômico das Américas, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que, em agosto, a volatilidade continuou a aumentar nos mercados financeiros à luz da segunda rodada de tarifas americanas sobre importações chineses e em meio à retaliação de Pequim.

Para a agência, uma crescente disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo e uma normalização mais rápida do que o esperado da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) podem desencadear crises adicionais de aumento da volatilidade nos mercados financeiros e desencorajar a entrada de capital na América Latina.

No documento divulgado nesta quinta-feira, a S&P aponta que, na América Latina, os dados econômicos da Argentina e do Brasil "mostraram uma notável deterioração no segundo trimestre" devido a greves, enquanto o crescimento de outros países da região continuou a se recuperar durante esse período. A agência reiterou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano em 1,6% e apontou que a economia argentina deve apresentar contração de 0,5% em 2018 em meio à divulgação de indicadores mais fracos do que o esperado no segundo trimestre.

Sobre a economia americana, a agência acredita que o PIB dos EUA crescerá 3,0% este ano, acima dos 2,3% vistos em 2017. Além disso, a S&P prevê que o Fed irá elevar as taxas de juros mais duas vezes este ano. Em relação ao Canadá, a agência aponta que os dados econômicos mostraram um forte impulso no segundo trimestre.

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