Dissidentes recuam e abrem caminho para fusão de Chrysler e Fiat

Uma grupo de credores dissidentes da Chrysler renunciou sua oposição, disseram representantes da empresa nesta sexta-feira, removendo assim o último obstáculo legal para o fechamento da fusão da montadora com a italiana Fiat SpA, com o apoio do governo norte-americano.

POORNIMA GU, REUTERS

08 de maio de 2009 | 18h48

"Depois de muita reflexão e, francamente, agonia, os credores não-TARP (TARP=Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês) concluíram que eles não têm a massa crítica necessária para aguentar a enorme pressão e máquina do governo norte-americano", afirmou Tom Lauria, o advogado da White & Case que representa o grupo.

Mas Lauria admite que não era a intenção do grupo concordar com a proposta de trocar sua dívida por 0,29 dólar por dólar devido.

Cerca de 20 dos principais credores, liderados pela OppenheimerFunds e pela Stairway Capitalt, buscaram bloquear os planos da Chrysler de vender seus melhores ativos à nova empresa, de propriedade de seu sindicato, da Fiat e do governo.

Mais de metade dos que se opuseram aos planos da Chrysler já havia desistido, enquanto cresciam pressões políticas e da opinião pública para reestruturar a montadora o mais rápido possível. Esses dissidentes foram, posteriormente, forçados a revelar seus nomes.

A OppenheimerFunds afirmou nesta sexta-feira que decidiu desistir, uma vez que não espera aumentar a taxa de recuperação da dívida da Chrysler opondo-se ao plano de reestruturação.

A investidora, que agora está disposta a aderir às determinações do tribunal de falências dos EUA, fez parte do grupo de credores que possuem, juntos, 295 milhões dos 6,9 bilhões da dívida da montadora.

O presidente Barack Obama criticou dissentes, chamando-os de "especuladores" pela recusa em se juntar aos bancos maiores da Chrysler no acordo mediado pelo governo para acabar com a dívida de 6,9 bilhões e continuar o processo de aliança com a Fiat.

O deputado Gary Peters, que representa um distrito no estado de Michigan onde fica a sede mundial da Chrysler, afirmou que a retirada da recusa legal dos credores "fará com que a recuperação da Chrysler da concordata muito mais provável".

A Chrysler, que entrou com pedido de concordata em 30 de abril, espera se emergir da reestruturação legal em 30 a 60 dias.

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