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Distância do Brasil dos "Brics" é tema recorrente

A grande distância que separa a taxa de crescimento econômico do Brasil das registradas pelos outros integrantes do grupo Bric - Rússia, Índia e China - é um tema cada vez mais recorrente nas análises e debates sobre os países emergentes. Num seminário promovido nesta terça-feira pelo banco HSBC, não foi diferente.O chefe de pesquisa de mercados emergentes do banco britânico, Phillip Poole, observou para uma platéia de analistas que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de lanterninha no Bric, é inferior à maioria dos países de sua categoria. Entre os motivos para isso, ele destacou a paralisação do processo de reformas, o nível elevado das taxas de juros, e o volume de gastos públicos, que aumentaram recentemente. "Para que o Brasil cresça mais, o próximo governo, seja ele liderado pelo presidente Lula ou pela oposição, terá que enfrentar esses problemas", disse Poole.Mas apesar desse aspecto negativo do Brasil na comparação a outros emergentes, no geral, a avaliação do HSBC sobre o País é positiva. Tanto que ele recomenda aos investidores uma exposição overweight (acima da média) nas ações de empresas brasileiras ao longo de 2007. Segundo Poole, o balanço de pagamentos brasileiros não está entre os mais vulneráveis a um desaquecimento acelerado da economia dos Estados Unidos. Além disso, o País tem uma inflação controlada, juros em queda e um superávit em conta corrente. Fatores de longo prazo, como sua tendência demográfica, também sustentam uma avaliação benigna.Um analista de um fundo de investimentos europeu, observou à Agência Estado que um crescimento mais acelerado com manutenção da estabilidade macroeconômica poderá fazer com que o Brasil não seja sempre apresentado como destaque negativo quando se trata de distribuição de renda. Durante uma das apresentações do seminário, centenas de analistas puderam ver um quadro no qual o País era o pior colocado nesse quesito, também atrás da Índia, Rússia e China, os colegas do Bric.

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