Distribuidoras argentinas ameacam deixar agricultura sem diesel

As empresas petrolíferas argentinas ameaçam deixar o setor agropecuário sem diesel e de aumentar a nafta se o governo continuar negando a prorrogação do acordo de estabilidade no preço dos combustíveis e, ainda, se subir para 100% as retenções à exportação se o barril de petróleo passar dos US$ 30 dólares.As companhias desistiram de pedir pelo fim das retenções às exportações e querem que estas fiquem, pelo menos, no mesmo patamar atual de 20%. O governo alertou as empresas que se houver aumento dos combustíveis, também aumentará estes impostos às exportações. Por outro lado, hoje vence um acordo entre as petroleiras e o governo que permitiu a manutenção dos preços internos, independentemente das cotações internacionais do petróleo. O ministro da Produção, Aníbal Fernández, afirmou ontem que o governo tem as armas necessárias para freiar os aumentos e desabafou que "não é possível que as petroleiras nos castiguem com o aumento dos preços internos". Ele acredita que apesar das diferenças e das ameaças de ambos lados, "é possível encontrar uma alternativa para evitar os ajustes da nafta e do diesel". As empresas produtoras e refinarias chegaram a um acordo na semana passada que inclui o fornecimento do barril de petróleo a US$ 28,5 dólares para a provisão normal das refinarias e o compromisso de importar diesel para garantir o abastecimento durante março e abril, período de maior demanda no campo. Este acordo garante a estabilidade dos preços dos combustíveis mas precisa ser ratificado legalmente pelo governo, explica uma fonte da Shell, completando que "como todos os anos, nestes dois meses de março e abril é preciso importar diesel para atender à demanda do campo", isso somente será feito com acordo com o governo. A fonte diz claramente que se o governo insistir em aumentar as retenções e não fizer o acordo, haverá desabastecimento de diesel neste período.

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