Distribuidoras aumentam combustível acima do esperado

As grandes distribuidoras de combustíveis, incluindo a estatal BR, também contribuíram para o aumento acima do esperado nos preços da gasolina e do diesel nos postos paulistas. Segundo levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sincopetro), as quatro maiores distribuidoras do Brasil aumentaram, em média, em 3,2% o preço da gasolina e 4,9% o diesel após os aumentos da Petrobrás. A estatal reajustou, no último dia 15, em 2,4% e 4,8%, respectivamente, os preços dos dois combustíveis nas refinarias.O levantamento do Sincopetro foi feito em 100 postos da capital paulista. O resultado é confirmado pela pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que aponta um aumento médio de 4,38% no preço da gasolina praticado pelas distribuidoras na cidade de São Paulo após o reajuste. A Petrobras estimava que o preço do produto subiria 1,6% nas bombas, mas a alta chegou a 2,5% no município. No caso do diesel, a alta registrada pela ANP, de 4,5%, ficou dentro dos 4,8% estimados pela estatal. Mesmo assim, algumas empresas tiveram repasse bem maior, segundo o estudo do Sincopetro. A alta promovida pela Ipiranga, por exemplo, chegou perto dos 6%. A Shell aumentou em 5,18%.Repasse maiorOs revendedores também aproveitaram o reajuste para aumentar suas margens, segundo a pesquisa da ANP. No Brasil, a margem de revenda registrou um aumento médio de 24% nas vendas de gasolina. Em São Paulo, foi de 11%. "Como a Petrobras queria que aumentássemos 1,6% se nem a BR cumpriu este porcentual?", rebateu o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia. "Apenas repassamos os aumentos das distribuidoras", concluiu. Os aumentos de margem, diz ele, serão corrigidos pela concorrência nas próximas semanas.Segundo os dados do Sincopetro, o repasse feito pelos postos ficou em linha com os novos preços recebidos das distribuidoras. O maior reajuste foi promovido pela Shell, de 3,36%, e o menor, pela Ipiranga, de 2,5%. A BR aumentou em 3%. Procuradas pelo Estado, as distribuidoras citadas pelo estudo do sindicato não comentaram o assunto. O preço do álcool hidratado também registrou alta na pesquisa, coletada no dia 20 de outubro. Em média, o reajuste foi de 5,45%. Gouveia disse que o cálculo dos repasses foi feito com base na análise das notas fiscais emitidas pelas distribuidoras na venda dos combustíveis.

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