Distribuidoras de energia querem reajuste maior

A proposta de revisão tarifária periódica apresentada hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desagradou ao setor, que considerou os porcentuais de reajuste - entre 18,77% e 28,55% neste ano - aquém das necessidades das empresas. As distribuidoras dizem que os números passarão por audiência pública - portanto, estão sujeitos a mudanças.Segundo o diretor-financeiro e de relações com o mercado da Cemat, Valdir Jonas Wolf, a maior crítica continua sendo a base de remuneração dos investimentos, que considera o valor de mercado dos ativos das distribuidoras. Para as concessionárias, o correto seria a agência reguladora usar como base de remuneração o preço mínimo das empresas no leilão de privatização. Por isso, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) mantém na Justiça um pedido para rever os critérios estabelecidos pela Aneel. O presidente da Câmara de Investidores em Energia Elétrica (CBIEE), Cláudio Sales, afirmou que está preocupado com a falta de coerência dos critérios da Aneel. "Se essa revisão não for feita com cuidado, as empresas passarão por grandes dificuldades", disse.Sales reconhece que as tarifas para os consumidores estão altas, mas afirma que o grande problema é a estrutura tarifária, que onera os consumidores residenciais. "Esses consumidores estão subsidiando outras classes de consumo, como a industrial, que tem uma tarifa menor".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.