Distribuidoras devem ficar com cotas da energia de Angra 3

Cotas seriam proporcionais à demanda da distribuidora de energia compradora

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h21

A modelagem financeira para a construção da usina nuclear de Angra 3, um projeto de R$ 7,2 bilhões, poderá entrar na conta das distribuidoras, que seriam obrigadas a ficar com cotas da energia que será gerada a partir de 2013. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, esta é uma das idéias que estão sendo formuladas pelo Ministério de Minas e Energia para financiar o projeto.Por questão de segurança nacional, a usina de Angra 3, assim como as duas primeiras construídas no País e as quatro que podem vir a ser erguidas até 2030, não podem vender energia nos leilões promovidos pelo governo. Ou seja, a União terá que arcar com os recursos da construção."Uma das idéias é de em vez de Furnas pagar tarifa para construir Angra 3 e depois vender a energia em leilão, a Eletrobrás passaria direto cotas para as distribuidoras", informou Tolmasquim a jornalistas, após apresentação do Plano Nacional de Energia 2030.As cotas, a exemplo do que ocorre com a energia de Itaipu, seriam proporcionais à demanda da distribuidora. "Ainda temos dúvidas se será a Eletrobrás ou a Eletronuclear (empresa do grupo Eletrobrás) que fará o financiamento, mas a idéia é usar a venda às distribuidoras como garantia para obter o financiamento, como um recebível", explicou."Hoje, todas as usinas são assim, com o PPA (contrato de venda de energia obtido em leilão), a usina vai no banco e pega o financiamento, só não vai ter leilão", complementou.No caso de Angra 1 e Angra 2, construídas antes da reestruturação do setor elétrico pelo atual governo, Furnas tem a tarefa de comercializar a energia produzida, contabilizada junto com as demais usinas da empresa para venda em bloco.Segundo Tolmasquim, a empresa estatal responsável pela construção deverá obter recursos dentro e fora do País e terá que investir pelo menos 30% de capital próprio, já que os 70% restantes serão financiados. "Existe a possibilidade de financiamento estrangeiro, de um banco francês, e o BNDES também deve entrar", afirmou.

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