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Distribuidoras recusam baixar preço do gás de cozinha

As distribuidoras de gás liqüefeito de petróleo (GLP) avaliam que, para reduzir o preço do botijão, o governo terá que reduzir impostos. Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) Lauro Cotta, não há espaço para redução de margens no setor.A queda do preço - desejada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a campanha eleitoral - viria pelo aumento do programa vale-gás ou pelo uso da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o imposto federal, para amortecer as variações no câmbio e no preço internacional. Cotta disse ainda que a redução dos impostos estaduais seria outra alternativa.Segundo cálculos do Sindigás, os tributos representam 21% do preço do botijão, ou R$ 6,25, em média. O faturamento das refinarias é responsável por 39% do preço, ou R$ 11,55. Distribuidoras, revendedores e pontos de venda ficariam com os 50% restantes, o equivalente a R$ 11,85, em média. "As margens de distribuição e revenda voltaram a um nível de um ano atrás. Estão ainda aquém das nossas necessidades", disse. O executivo afirmou que há um índice de inadimplência no setor por volta dos 35%. Além disso, a rentabilidade das empresas foi de 6% ao ano em 2001, o que vem desagradando os investidores.O Vale-Gás, espécie de subsídio para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, atende hoje 9,5 milhões de famílias, garantindo R$ 15 para a cada dois meses. Ou seja, R$ 7 5 por mês, ou aproximadamente 25% do preço médio cobrado pelo botijão no Brasil.

Agencia Estado,

27 de maio de 2003 | 19h35

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