Distribuidoras vão à Justiça para não ter seus preços divulgados

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) deve entrar com recurso na Justiça com o objetivo de derrubar liminar concedida ao sindicato dos postos revendedores de Campinas (SP) que obriga a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a divulgar os preços cobrados pelas distribuidoras. A liminar foi obtida depois que a ANP passou a publicar os preços dos postos de várias cidades como forma de orientar a população e permitir que a competição estimulasse a queda dos preços na revenda."Não concordamos com a divulgação dos preços das distribuidoras", disse Paulo Borgerth, vice-presidente do Sindicom. Alísio Vaz, diretor do Sindicom, acrescentou que "os negócios entre os postos e as distribuidoras são uma relação comercial privada, em um ambiente de preços livres, e que por isso devem ser preservados." Segundo Vaz, as distribuidoras têm se reunido nos últimos dias e até a semana que vem devem ter definido o instrumento jurídico que utilizarão para derrubar a liminar.O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouvêa, questiona a iniciativa das distribuidoras de impedir a publicação dos preços das distribuidoras. "A divulgação desses preços é a forma de o proprietário do posto saber se não está sendo prejudicado pela distribuidora", disse Gouvêa. "Às vezes se vê que o preço cobrado pelo posto é alto, mas não se vê quanto ele paga."

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