Distribuidores de combustível reclamam de "acusação gratuita"

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) negou que esteja resistindo às denúncias de cartel nos postos de revenda, conforme declaração, feita nesta manhã, do secretário de Direito Econômico do Ministério da Fazenda, Paulo de Tarso Ribeiro. Em carta enviada a Ribeiro, o presidente da Fecombustíveis, Luiz Gil Siuffo Pereira afirma, segundo cópia encaminhada à Agência Estado, que não via razões que levassem o secretário sair da posição de árbitro para assumir a de "acusador gratuito", jogando a opinião pública contra os postos de abastecimento. "Se há evidências de cartel é obrigação de Vossa Senhoria, em defesa da sociedade para qual trabalha, proceder as investigações necessárias e se comprovado, punir, sempre de acordo com a lei", afirma a carta. "Esse me parece o caminho adequado, que difere em muito de ameaças na mídia, em ataques generalizados aos Postos Revendedores, como se essa categoria econômica fosse a vilã da indústria do petróleo", acrescenta o presidente da Fecombustíveis, ao lembrar, na carta, que os governos estaduais não cumpriram sua parte na intenção do governo de reduzir o preço da gasolina em 20%.

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