Divergência com PDVSA dificulta negociações

Rio - A Petrobrás vem encontrando dificuldades para fechar acordo com a estatal venezuelana PDVSA para projetos de exploração de gás na província de Mariscal Sucre, na Venezuela. A parceria está prevista em acordo fechado em 2005, que prevê a troca de participações na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no campo petrolífero Carabobo 1, operação que também enfrenta problemas. No caso de Mariscal Sucre, as divergências referem-se ao destino da produção, disse o diretor internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró. Segundo o executivo, a Petrobrás aposta na liqüefação do gás natural, o que permite vender a produção no mercado internacional, aproveitando os altos preços do combustível. Já a PDVSA quer destiná-la ao mercado interno. "São questões que significam diferentes taxas de retorno, de rentabilidade."O diretor da Petrobrás afirmou que o projeto deve ser atrasado, diante das dificuldades de consenso. "A previsão inicial era entrar em produção em 2010. Mas já está difícil cumprir esse prazo." As reservas em que a Petrobrás negocia participação têm potencial para 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a um investimento estimado em US$ 3 bilhões. O impasse nas negociações é mais um exemplo das dificuldades das duas empresas para acertar os ponteiros em relação à prometida atuação conjunta. Na semana passada, a Petrobrás iniciou, sem participação de executivos da PDVSA, a construção da Refinaria Abreu e Lima.

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

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