Diversidade garante expansão das exportações brasileiras

A expansão das exportações brasileiras está calcada na maior diversidade dos tipos de produtos vendidos, na busca de novos mercados de consumo para os produtos brasileiros e na descentralização interna de fabricação desses produtos, avaliou hoje o secretário de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.Segundo ele, 15 Estados brasileiros apresentaram, nos primeiros quatro meses do ano, crescimento de suas exportações acima da média nacional e do comércio mundial. Ao mesmo tempo, o País passou a prospectar mercados inexplorados na Ásia, África, Europa Oriental, Caribe e América Central.Uma das preocupações do governo, contou ele, é a de incentivar as empresas brasileiras a se interessarem e desenvolverem o interesse pelas exportações."Ao final de 2003, o comércio exterior brasileiro contava com 17 mil empresas cadastradas. Nos quatro primeiros meses desse ano, com o trabalho do Ministério e da Agência de Promoção às Exportações (Apex), mil novas empresas foram cadastradas e queremos, ao longo do ano, ter um aumento mais expressivo", salientou.O secretário insistiu que a estratégia de diversificação dos produtos brasileiros na colocação dos mercados externos tem garantido a melhor aceitação dos produtos manufaturados do País, principalmente de bens de capital."Em 2003, os produtos manufaturados representaram 55% das nossas exportações e, esse ano, o crescimento das exportações desse segmento será superior a 20%, algo expressivo, com preços estáveis. Temos um aumento do volume de vendas", observou.Exportações acima de US$ 82 bilhõesO secretário da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini Junior, que as exportações brasileiras este ano podem superar os US$ 82 bilhões, estimativa que já havia sido revisada pelo próprio governo e pela iniciativa privada, que, no início do ano, previam vendas externas de US$ 80 bilhões.Sobre uma eventual "ajuda" da taxa de câmbio, que, nos últimos dias superou a barreira dos R$ 3,00, o secretário disse que o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior não trabalha com esse patamar do real em relação ao dólar porque esse nervosismo do mercado está ligado a outros fatores ligados aos juros norte-americanos."As previsões do Banco Central, e as quais usamos no Ministério para orientar nossas estatísticas, são de uma taxa de câmbio de R$ 3,10 a R$ 3,12 ao final do ano", explicou.

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